Sul

Estou ao sul da felicidade, ou mais bem

de uma felicidade prometida

em livros duvidosos e campanhas borbulhantes;

porém paira um espectro sobre minha terra.

É minha esta terra?

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Toda a clareza do caminho norte

é nublada pela sensação de engano.

Como tantas noutras épocas,

Oferecem-me a oportunidade, quando muito,

de ser meeiro em latifúndios inquestionáveis.

Latifúndios de um tudo pluri-monetizável, pois.

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E quem os há de questionar, afinal?

Ao redor, muitas pessoas se movem

numa dinâmica adaptativa — assim é a vida

ou suspeitosamente otimista — iupi, eis o mundo melhor

ou enfim, para que pensar nisso mesmo.

Bom, ainda temos nossos loucos. Graças a deus.

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Diversos meridianos me vão cortando, alguns sangram.

Meridianos sem cor, pragmáticos

e cabisbaixos.

A vontade é de apagá-los todos,

reconstruir a bússola.

E com quê?

Não se pode entulhar assim o ‘até agora’,

entidade quase viva que nos forma,

de norte tão apegado aos ideais medíocres.

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Para um novo compasso, disse o mestre

de olhar profundo,

é necessário abandonar o compasso velho.

É necessária uma morte em vida.

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(em versos, porque tudo me veio fragmentado; preguiça de rigor métrico é forte, no entanto, quase tão grande quanto o desconhecimento dele)

~ por Douglas em setembro 12, 2011.

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