Sul
Estou ao sul da felicidade, ou mais bem
de uma felicidade prometida
em livros duvidosos e campanhas borbulhantes;
porém paira um espectro sobre minha terra.
É minha esta terra?
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Toda a clareza do caminho norte
é nublada pela sensação de engano.
Como tantas noutras épocas,
Oferecem-me a oportunidade, quando muito,
de ser meeiro em latifúndios inquestionáveis.
Latifúndios de um tudo pluri-monetizável, pois.
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E quem os há de questionar, afinal?
Ao redor, muitas pessoas se movem
numa dinâmica adaptativa — assim é a vida
ou suspeitosamente otimista — iupi, eis o mundo melhor
ou enfim, para que pensar nisso mesmo.
Bom, ainda temos nossos loucos. Graças a deus.
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Diversos meridianos me vão cortando, alguns sangram.
Meridianos sem cor, pragmáticos
e cabisbaixos.
A vontade é de apagá-los todos,
reconstruir a bússola.
E com quê?
Não se pode entulhar assim o ‘até agora’,
entidade quase viva que nos forma,
de norte tão apegado aos ideais medíocres.
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Para um novo compasso, disse o mestre
de olhar profundo,
é necessário abandonar o compasso velho.
É necessária uma morte em vida.
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(em versos, porque tudo me veio fragmentado; preguiça de rigor métrico é forte, no entanto, quase tão grande quanto o desconhecimento dele)




