Que não se esqueça Hiroshima
Em tempos de flexibilização do conceito de terrorismo, é extremamente importante recordar o 6 de agosto de 1945, quando terroristas norte-americanos dizimaram Hiroshima, matando aproximadamente 140.000 pessoas, em esmagadora maioria civis. Não há justificativa de guerra que baste para explicar tal ato, tal desgraça – colocada sua dimensão, não se pode simplesmente dizer “Foi para catalisar a rendição”. Muito menos quando a inevitabilidade da rendição já poderia ser considerada dada.
A canção que me ajuda a recordar este evento trágico e medíocre da história humana – que, aliás, é ilimitadamente criativa para gerar desgraças:
Rosa de Hiroshima (1973)
Composição: Vinícius de Moraes e Gerson Conrad
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidasMas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditáriaA rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômicaSem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Links:
1001 Gatos (dica de Pedro Doria)






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