Finalmente, o candidato Obama
Ao final do dia de ontem, confirmou-se a vitória de Barack Obama nas prévias do partido Democrata. Em que pese meu ceticismo em relação a mudanças significativas nas relações do país com o mundo – devido, basicamente, ao poder dos lobbies e às limitações naturais do cargo em um país de larga tradição democrática -, acredito que Obama possa, sim, trazer boas novas para as relações internacionais, com posições menos centradas em seu país e calcada em um falso moralismo cristão-cruzado.
Foi uma bela campanha, pelo pouco que vi e acompanhei, e pelo que conta Idelber Avelar. É contrastante com o comportamento de Hillary Clinton, que está jogando duro, ainda. O que espero, pessoalmente, é que isso não se torne agressivo a ponto de parecer que Hillary joga contra Obama, afinal McCain não está morto na jogada. Mas será que é isso que ela pretende (links do blog de Pedro Dória)?
Veja o discurso de Obama ontem (um resumo aqui):
E um artigo do NYTimes sobre o cenário que se desenha na campanha presidencial. Sem euforias, desejo que Obama seja capaz de vencê-la da mesma maneira que venceu as primárias, jogando limpo e com um discurso de agregação de forças, não de polarização.




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