Cabeça na Mão

10 milhões por uma idéia

Setembro 24, 2008 · Nenhum Comentário

Concurso lançado pelo Google busca uma idéia que seja capaz de ajudar (muitas) pessoas no mundo. Seja algo simples ou complexo, o objetivo maior é encontrar algo que possa ser um alívio, que possa melhorar a vida de quem não tem nada, ou melhorar a vida de todos.

Vai mudar o mundo? Acho que não. Mas não deixa de ser uma iniciativa bacana, como é o interessante Hippo Water Roller. Que sirva como incentivo a sacadas brilhantes. Pô, são 10 milhões!

→ No CommentsCategorias: Internacional

E por falar em Bush

Setembro 10, 2008 · Nenhum Comentário

Não sabia do MBA de Harvard de Bush. É, talvez ele não seja ignorante. Tem gente que até encontra um suposto “pensamento estratégico” nele.

Por outro lado, isso pode ser sinal de que MBA não quer dizer muita coisa — para o bem e para o mal. Aliás, como qualquer título. Acho que faz mais sentido.

→ No CommentsCategorias: Educação · Política

Bushisms

Setembro 10, 2008 · Nenhum Comentário

See well...

O professor Idelber Avelar traz uma compilação traduzida das grandes frases deste presidente que talvez tenha levado os EUA ao nível mais baixo de empatia e respeito por parte dos demais povos do mundo. A melhor, em minha opinião:

Veja, as nações livres são nações pacíficas. As nações livres não atacam umas às outras. As nações livres não desenvolvem armas de destruição em massa. George W. Bush, Milwaukee, Wis., Out. 3, 2003.

Veja também no original.

→ No CommentsCategorias: EUA · Figuras · Internacional · Política · Terrorismo

Mombojó

Setembro 3, 2008 · 1 Comentário

O cd desse grupo já conhecido por muitos não fica longe do player por muito tempo. Nadadenovo, de 2004, pode remeter muitos a Los Hermanos, ou mesmo a Mundo Livre S/A, o que não sei se alegra ou aborrece o grupo pernambucano. Eu aprecio os três, e acho que Mombojó tem seu próprio estilo, a começar pelo sotaque, e não se limitando a isso. Confira você mesmo — lembrando que os álbuns da banda podem ser baixados em seu site:

 

Veja uma pequena avaliação aqui.

→ 1 CommentCategorias: Brasil · Música

“I have a dream…”

Agosto 29, 2008 · Nenhum Comentário

Em um 28 de agosto, no ano de 1963, Martin Luther King proferiu seu mais famoso discurso, durante a Marcha por Emprego e Liberdade em Washington  (March on Washington for Jobs and Freedom), para mais de 200.000 pessoas.

Um discurso emocionante, pleno de metáforas religiosas e referências àqueles que sofreram nos EUA por desejarem uma sociedade que lhes conferisse dignidade. Com suas palavras fortes e sua voz ecoando como se fora em uma igreja, Martin Luther King não deseja a resposta violenta, mas não se permite resignar diante de mudanças graduais, de má-vontade política:

We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of Now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God’s children.

Em vários trechos, apresenta um pouco da situação dos negros nos Estados Unidos — e não somente por lá, claro. Como neste:

There are those who are asking the devotees of civil rights, “When will you be satisfied?” We can never be satisfied as long as the Negro is the victim of the unspeakable horrors of police brutality. We can never be satisfied as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the negro’s basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as our children are stripped of their self-hood and robbed of their dignity by a sign stating: “For Whites Only.” We cannot be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until “justice rolls down like waters, and righteousness like a mighty stream.”

E, talvez no momento mais alto do discurso, o sonho:

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.”

[...]

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

Sonho que continua sendo sonho nos EUA e no mundo, apesar de todos avanços. Sonho que é utopia para muita gente que, se tem direitos civis em Constituições de papel, não tem o direito ao pão e à proteína que lhes possa manter vivos; sonho que é esquecido em canto qualquer, para que o dedo jovem possa acionar o gatilho, para que os homens da lei honrem leis cujos propósitos nem sempre se regem pelo amor; sonho perfurado, seqüestrado, torturado, faminto ou abandonado. Sonho que capenga, até ser atropelado por carros-luxo-exclusivos.

Mas o que é isso? Sonho mulher-de-malandro? Aliás, sonham a mulher e o malandro? A renitência dos que mutilam sonhos não lhes/nos convenceu? Eu diria que podemos até bordejar o desencanto, mas não deixaremos de sonhar nunca. Sonhos não se abalam pela lógica, somente pelo último de nossos suspiros. E seguimos sonhando.

Confira a íntegra do discurso de Martin Luther King.

→ No CommentsCategorias: EUA · Internacional · Política · Racismo

Sobre Chávez

Agosto 27, 2008 · Nenhum Comentário

Uma extensa e excelente matéria de Jon Lee Anderson (sim, o da biografia de Che) sobre Chávez, de junho deste ano, apresenta um panorama interessante sobre o presidente, sem caracterizações vazias ou esquerdismo de boteco. Concorde-se com o autor ou não, é um outro nível de conversa comparado aos que fazem gracinha sem conhecimento — pessoalmente, sei muito pouco, mas gracinha ou “defesa incondicional” não faço (acho, rs).

→ No CommentsCategorias: América Latina · Internacional · Política

Domínio público

Agosto 27, 2008 · 1 Comentário

Antes de sair à procura de algum livro, pesquise nesta base de dados pública e gratuita: www.dominiopublico.gov.br. Já pude encontrar coisas muito boas por lá, especialmente — como se esperaria — em língua portuguesa, como Eça de Queirós, Machado de Assis e Fernando Pessoa, mas também há obras estrangeiras, como a Divina Comédia em português.

Isso sem contar que a base também traz música, teses e vídeo. Bacana.

→ 1 CommentCategorias: Brasil · Contos · Educação · Livros · Música · Poesia

Esporte

Agosto 25, 2008 · 1 Comentário

Acredito que este texto expressa bem o sentimento dos brasileiros em relação aos esportes. É um misto de orgulho pela capacidade dos atletas se superarem para vencer nos Jogos Olímpicos, contra seus adversários e a precariedade do apoio proporcionado, e de revolta contra uma situação que se arrasta por tanto tempo, devido à incompetência de diversas máfias e ao foco quase único no futebol — e somente o masculino.

Desculpem-nos.

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Por RONALDO PACHECO DE OLIVEIRA FILHO*

 

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas;

Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum;

Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

* Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho é professor da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.

PS: acredito que um outro aspecto importante da questão é a centralização dos investimentos no esporte de alto rendimento. É importante? É. Mas não é o essencial, ainda mais se levarmos em conta o grande objetivo do esporte, em minha opinião: o de trazer bem-estar às pessoas, levá-las a um relacionamento social positivo, melhorar condições de saúde. Muito mais construtivo — e legal! — que construir máquinas de competir.

→ 1 CommentCategorias: Esportes

Transformando suor em… prata!

Agosto 25, 2008 · Nenhum Comentário

Nem assisti ao jogo, mas nunca aprecio o estrelismo e performances sem conteúdo. Prefiro o trabalho sem marketing. E, se o tom de Bernardinho ao se referir à equipe dos EUA for realmente o apresentado, certamente falta uma simples e fundamental virtude às suas gloriosas palestras de “auto-ajuda-motivacionais-estratégicas”: a humildade.

PS: não morro de amores pelos EUA, e como torcedor posso ser menos racional (bem menos, diga-se a verdade); não se deve esperar isso de alguém que tem na disputa esportiva sua profissão.

→ No CommentsCategorias: Brasil · Esportes

Prosa de blog

Agosto 24, 2008 · Nenhum Comentário

→ No CommentsCategorias: Poesia